OIT Cinterfor/OITCinterfor

 

 
English

Búsqueda avanzada
SID

Jóvenes,  formación y  empleo

 

  Novedades
  Sobre este sitio
  Observatorio de experiencias

Documentos y publicaciones
Emprendimiento juvenil
   Evaluación de impacto
  Jóvenes en el medio rural
Juventud y género
Jóvenes y sindicatos
  Legislación
  Eventos
  Enlaces
  Mapa del sitio
Página principal


 Coloque su dirección de correo electrónico para recibir las novedades del sitio.

Enviar la página a un amigo

 

Fecha de actualización:
10/11/2008

 

 
 

POLÍTICAS DE JUVENTUD EN AMÉRICA LATINA:

EVALUACIÓN Y DISEÑO

 

JUVENTUDE BRASILEIRA

Um Estudo Preliminar

 

 

 Índice

 

Parte I

I. Juventude - expansão, crise ou desafios

Os direitos sociais: da cidadania

A juventude e a realidade dentro do contexto brasileiro

Evolução histórica dos Direitos da Juventude

O Conceito de Juventude e quadro demográfico da população jovem

 

Parte II

II. Juventude e educação

 

III. Saúde e juventude

 

IV. Juventude e emprego

 

V. Cultura, esporte e juventude

Cultura

Arte nas ruas

Cultura cara

 

VI. Esporte

 

Parte III

VII. Juventude e democracia

 A luta pela democracia

Jovens ausentes

 

Parte IV

VIII. Juventude urbana - marginalizados e em traformação

 

IX. Juventude universitária

  

Bibliografía consultada

 

6. ESPORTE

"Na Grécia antiga, acreditava-se que, por meio de competições freqüentes, era possível estimular não só a habilidade e a arte dos participantes, como também o interesse e o gosto do público. Quase todas as manifestações artísticas (...) eram objeto de competições e, muitas vezes, estas coincidiam com as competições atléticas, nos Jogos Pan-helênicos, de intensa mobilização de todas as comunidades".(sic) (Maria Luíza Condé, professora, Programa de Atividades Culturais do Mobral, Rio de Janeiro, 1973). Pode-se afirmar que foi nos anos 40, graças ao general Jair Jordão Ramos, que a educação física chegou no Brasil, influênciada pelas escolas francesa e sueca, que davam predominância, respectivamente, aos aspectos ligados à educacão, no sentido humanista, e à saúde. Até então predominava a escola alemã, nitidamente militarista. Foi então que a prática desportiva ficou sistematizada nas escolas, aparecendo e destacando-se a Escola de Educação Física do Exército, no Rio de Janeiro, a Escola Nacional, em Porto Alegre e em Belo Horizonte. Com o nascimento de um movimento pedagógico que envolveu toda a educação ( Educação permanente) tendo a aptidão física como um dos seus componentes, aí incluindo valores morais e sociais e graças a divulgação e ao marketing a prática dos exercícios físicos disseminou-se, surgindo as ruas de lazer e as colônias de férias. As associações de bairro passaram a solicitar áreas onde as pessoas - crianças e adultos - pudessem mexer o corpo, numa atividade democratizante, uma forma de interação, sem maiores discriminações. (Declarações de Manoel José Turbino, mestre em Educação Física pela Universidade Federal do Rio de janeiro - Perspectiva Universitária - nº 161, junho de 1992).

 

6.1. Patrocinando o esporte

A falta de apoio financeiro ao atleta tem sido o grande impecilho para que haja uma massificação da prática do esporte entre os jovens do país, que, precisando treinar, estudar e trabalhar ao mesmo tempo, acabam considerando os treinos um tempo perdido na sua vida. Na verdade sabe-se que excelentes atletas brasileiros vivem uma situação financeira difícil. Os jovens desportistas não contam como uma situação como a de Juan Torena, 27 anos, estudante de economia em Harvard, casado, pai de três filhos, que recebia do Estado todas as condições básicas para sustentar a família com tranqüilidade, podendo estudar e dedicar-se ao esporte, o que o levou a ser um expoente do atletismo, ao final da década de 70. Embora o brasileiro seja dotado de qualidades atléticas excepcionais, o nível dos professores de educação física, nem sempre os capacita a preparar de forma eficiente os esportistas. (Declarações de Carlos Alberto Lancetta, professor de educação física da Universidade Gama Filho - "O importante é competir. E vencer" - Ruy Nogueira - Perspectiva Universitária - nº 156 - outubro de 1981). O jovem brasileiro foi impulsionado à prática esportiva por algumas universidades, conscientes da importância de uma educação física que integrasse corpo e mente e que não trabalhasse apenas os músculos. Uma prática com o sentido de educar a personalidade e a forma de conduta no convívio com a sociedade. ("Cuca" e físico na formação da personalidade" - Rui Nogueira - Perspectiva Universitária - nº 161, junho de 1992). O grande problema do esporte brasileiro prende-se a carência de recursos financeiros e técnicos e no sistema de governo que endeusa certas modalidades em detrimento de outras. Maiores recursos financeiros permitiriam um melhor trabalho técnico, com o atleta treinando com boa orientação. Agora, todo mundo está se voltando para o apoio da iniciativa privada, que pode ser fundamental para a emancipação do esporte nacional.("Atletismo / O Mérito de cada um" - Ulisses Laurindo, atleta e jornalista - Perspectiva Universitária - nº 148, setembro de 1980)

Ao chegar ao seu 186º aniversário o Banco do Brasil, através de uma pesquisa, concluiu que era preciso rejuvenescer sua imagem. Também identificou o esporte como a atividade que mais interessava ao jovem brasileiro. Assim, passou a patrocinar coletivamente as seleções brasileiras de vôlei (masculina e feminina), juvenil e infanto-juvenil; e as equipes de judô e tênis de mesa. Também apoia, individualmente, atletas ligados ao tênis, judô e atletismo. Patrocina, ainda, o vôlei de praia. A Brahma empresta seu nome ao Campeonato Sul Americano de seleções de vôleibol, o campeonato latino-americano de super cross, o brasileiro de canoagem, o circuito Limão Brahma de Surf e o Circuito Brahma de Vaquejadas. O patrocínio a Ayrton Senna, na Fórmula l, rendeu ao Banco Nacional o prêmio Destaque de Marketing, em 1993.

A ginasta Luíza Parente foi participar dos jogos universitários dos Estados Unidos graças ao patrocínio da Companhia de Turismo First Class. ("Sem patrocinador é mais difícil surgirem campeões" - Perspectiva Universitária - nº 286 - Julho de 1993). A prática do esporte tornou-se um hábito para o brasileiro e, atualmente, é rara a pessoa que não faz uma caminhada, que não joga um volei. Amplia-se a prática do esporte e também as modalidades praticadas. ("Uma opção para a comunidade" - Informativo do Instituto da Juventude, nº 29, Julho de 1994). O esporte está sendo usado nas comunidades mais carentes como uma forma de afastar os jovens de práticas sociais nocivas. É importante na formação do caráter e na personalidade do cidadão e sua prática não deve se tornar uma competição feroz, mas gerar a integração e a harmonia entre as pessoas (Ricardo Barros, 32 anos, professor de educação física, "expert" em projetos esportivos em comunidades carentes). Em Arraial do Cabo (RJ), a prefeitura está desenvolvendo um projeto que visa a ocupar o tempo ocioso dos jovens carentes com a prática de diversas modalidades esportivas, aproveitando o fascínio que o esporte exerce sobre a juventude. (Fascínio do esporte ajuda a iniciação profissional) - Informativo do Instituto da Juventude - nº 29, julho de 1994

A importância que o jovem passou a dar ao esporte - dentro do novo conceito que abrange as práticas formais e não formais - fez com que surgissem as equipes e com que os educadores o incluíssem nos programas escolares. Hoje, o esporte está presente em qualquer conversa, ajuda a vender produtos, principalmente aqueles ligados à saúde, cria mitos e formas de comunicação. Até as expressões esportivas foram incorporadas à nossa linguagem diária. A cada quatro anos as Olimpíadas criam novos mitos e levam um maior número de jovens à práticas esportivas. De tal forma que as vitórias internacionais de nossos atletas estão sendo democraticamente divididas entre nós, que, ao conseguirmos o 1º lugar nas últimas Olimpíadas e na Liga Mundial de Vôlei, todo o país vibrou e sentiu-se, também, um pouco campeão. ("Na vitória de um atleta, a realização de todos nós - Informativo do Instituto da Juventude - nº 19, agosto de 1993)

 

Atletas especiais

A prática do esporte pela criança excepcional é um instrumento importante para sua integração, socializando-a e desenvolvendo sua psicomotricidade. (A educação física e a criança excepcional - Artur Henrique G. B.. da Cunha, professor de educação física - Perspectiva Universitária - nº 148, Dezembro de 1980). As disputas esportivas desenvolvem a auto estima, melhoram a coordenação motora e removem a socialização do excepcional. ("Olimpíadas para atletas especiais" - Perspectiva Universitária - nº 298 - julho de 1994). O ideal seria que se desenvolvesse um programa esportivo que mesclasse crianças deficientes e as "normais", tornando mais fácil a interação do deficiente físico na sociedade. (Uma seleção contra o preconceito - Informativo do Instituto da Juventude - nº 29, julho de 1994)

Um projeto desenvolvido no morro de Mangueira (RJ) foi considerado por Pele, ministro Extraordinário dos Esportes, como o melhor exemplo do trabalho de promoção social pelo esporte. Ali, na Vila Olímpica, já passaram mais de 20 mil atletas de seis a 18 anos, sem contar com os "veteranos", com mais idade. Iniciado em 1987 é desenvolvido por uma equipe multidisciplinar de professores e com o apoio de diversas empresa e de personalidades no mundo da musica, já está recebendo jovens de outros morros cariocas. Conta com dois campos de futebol soçaite, piscina semi-olímpica, ginásio, quadra de esportes e um Ciep. Ali, as crianças além do esporte, recebem educação formal, têm assistência médica, ondontológica e psicológica e fazem cursos profissionalizantes, contando até com um ateliê aonde são confeccionadas as fantasias da Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira e da Escola Mirim Mangueira do Amanhã. ("Mangueira, na cadência do esporte" - Jorge Luiz Rodrigues - O Globo - 8/1/95) .

 

 Juventude e democracia

 (Índice)  (Juventude - expansão, crise ou desafios)  (A   juventude e a realidade dentro do contexto brasileiro)  (Evolução histórica dos Direitos da Juventude)  (O Conceito de Juventude e quadro demográfico da população jovem)  (Juventude e educação)  (Saúde e juventude)  (Juventude e emprego)  (Cultura, esporte e juventude)  (Arte nas ruas)  (Cultura cara)  (Esporte)  (Juventude e democracia)  (A luta pela democracia)  (Jovens ausentes)   (Juventude urbana - marginalizados e em traformação)   (Juventude universitária)  (Bibliografia consultada)

 

Centro Interamericano para el Desarrollo del Conocimiento en la Formación Profesional (OIT/Cinterfor)
Avda. Uruguay 1238 - Montevideo - Uruguay - Tel: (5982) 908 6023 - 902 0557 - 908 0545 - Fax: (5982) 902 1305
  webmaster@cinterfor.org.uy

Copyright © 1996-2008 Organización Internacional del Trabajo (OIT) - Descargo de responsabilidad