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Fecha de actualización:
2/12/2008

 

 
 

POLÍTICAS DE JUVENTUD EN AMÉRICA LATINA:

EVALUACIÓN Y DISEÑO

 

JUVENTUDE BRASILEIRA

Um Estudo Preliminar

 

 Índice

 

Parte I

I. Juventude - expansão, crise ou desafios

Os direitos sociais: da cidadania

A juventude e a realidade dentro do contexto brasileiro

Evolução histórica dos Direitos da Juventude

O Conceito de Juventude e quadro demográfico da população jovem

 

Parte II

II. Juventude e educação

 

III. Saúde e juventude

 

IV. Juventude e emprego

 

V. Cultura, esporte e juventude

Cultura

Arte nas ruas

Cultura cara

 

VI. Esporte

 

Parte III

VII. Juventude e democracia

 A luta pela democracia

Jovens ausentes

 

Parte IV

VIII. Juventude urbana - marginalizados e em traformação

 

IX. Juventude universitária

  

Bibliografía consultada

   

1.2. A juventude e a realidade dentro do contexto brasileiro

O maior patrimônio de uma nação é seu povo. O maior patrimônio de um povo são as suas crianças e seus jovens (sic). "Nas últimas décadas os governos brasileiros ignoraram esta verdade elementar: é um estado de degradação pessoal e social em que subsistem milhões de crianças e adolescentes. (COSTA, Antônio Carlos Gomes da: 1989).

"...Nota-se a ausência de cidadania quando uma sociedade gera um menino de rua. Ele é o sintoma mais agudo da crise social. Os pais são pobres e não conseguem garantir a educação dos filhos... É a famosa pergunta: o garoto é pobre porque não conseguiu estudar em uma boa escola ou é porque não estudou que continua pobre?...Estamos vendo os extremos da perversidade social. Os mais fracos são as maiores vítimas: as crianças e os velhos. É uma sociedade que não respeita suas crianças e os velhos, mostra desprezo ou, no mínimo, indiferença com seu futuro. Todo mundo já foi criança e será velho, um dia. Portanto, ninguém está seguro. (DIMENSTEIN, Gilberto: 1993). O chamado "menino de rua" - aqui inclui-se também o adolescente - "é uma ilha cercada de omissões por todos os lados. Todas as políticas públicas básicas já falharam em relação a ele". (sic) (COSTA, Antônio Carlos Gomes da: 1989).

Os pais ou responsáveis por este menino são desempregados ou estão na faixa do subemprego com, no máximo, um salário mínimo. habitam em locais sem condições mínimas de bem estar. Sem dignidade. Um exame de saúde neste jovem mostrará um quadro sério de comprometimento: sarna, piolho, dentes podres, vermes. Ele enriquece as estatísticas dos não matriculados na escola, de repetência e de evasão escolar. Todas as políticas publicas básicas sociais falharam em relação ao "menino de rua". A política de emprego e de salário justo em relação a seus pais, as políticas de habitação, de saneamento básico; a educação e a saúde não estiveram presentes em sua vida. Essas crianças e adolescentes que estão nas ruas de nossas cidades não são frutos do acaso. São conseqüência das opções políticas, econômicas e sociais que estão presentes na vida brasileira, há várias décadas. A segregação social, na vida das crianças e jovens das camadas carentes do Brasil, começa desde sua concepção..O nascer numa família cuja renda não chega a 0,4 salário mínimo per capita, é a mais fundamental das triagens:divide a sociedade brasileira em dois grupos: cidadãos e subcidadãos.

Segundo Hélio Jaguaribe, 60% da nossa população subsiste nos limites da pobreza e da miserabilidade, sendo relegados a condição de subcidadão na triagem inicial. Se escapa de morrer por diárreia e outras doenças que aumentam as estatísticas da mortalidade infantil ( aproximadamente 320 mil crianças por ano), o pequeno subcidadão enfrentará a subnutrição, a falta de estímulo, a rejeição e, certamente sentirá seus efeitos na 1º grau. Mais de 40% de crianças que entram na escola pública não passam da 1ª série. É triste constatar que a escola pública brasileira não está sendo só o "maior restaurante do mundo" (aquele que num só programa mais refeições distribui) como o maior centro de triagem do país. Um centro que segrega milhões e milhões de pequenos brasileiros do direito básico de qualquer cidadão: o saber ler, escrever e contar.

A triagem continua vida afora. As portas se fecham para esses meninos e jovens subcidadãos, que só conseguem entrar no submercado de trabalho quando não estão na trilha da vadiagem, na criminalidade. E na rua funciona um importante lugar de triagem que divide em grupos os que trabalham em estabelecimentos regulares e os que estão ligados, na rua, aos vários esquemas, desde o furto, prostituição até o tráfico de drogas. Daí surge uma nova triagem que segrega esses meninos do conjunto dos outros meninos e adolescentes. Eles fazem parte daqueles que a polícia procura para deixar a população tranqüila, pois a presença desses jovens em certos lugares, significa delito e isto desencadeia uma ação policial de repressão. É bom registrar que 70% dos meninos e meninas apreendidos nas ruas são por vadiagem, atitude suspeita e outras coisas no mesmo gênero. Levados para a Justiça de Menores são novamente submetidos a outra triagem: Liberdade ou Confinamento? Como se vê, a vida desses jovens das camadas marginalizadas é uma grande triagem.O Brasil está entrando no século XXI sem ter ainda uma forma concreta de organização econômica, social e política que contemple o atendimento às necessidades básicas dessa juventude.

  

 

 Evolução histórica dos Direitos da Juventude

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